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ONGs repudiam declaração de Dilma sobre tortura em delegacias
Fonte: Terra.  São Paulo
12.04.2012

Um grupo de ONGs em defesa dos direitos humanos lançaram em conjunto uma nota de repúdio à declaração da presidente Dilma Rousseff durante palestra na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, quando afirmou que "não sei como acontece, não tenho como impedir que nas delegacias do Brasil não haja tortura".

Na terça-feira, durante sessão de perguntas feitas pela plateia, Dilma afirmou que as questões de direitos humanos não podem ser objeto de "luta política", e que o assunto deve ser discutido de forma "multilateral", acrescentando que "do ponto de vista do Brasil, sempre que podemos e temos oportunidade manifestamos o interesse do País em defender os direitos humanos. Agora posso te dizer uma coisa, o Brasil tem grandes desrespeitos aos direitos humanos".

As entidades repudiaram a declaração e afirmaram que esperam, ainda, que a presidência "aclare com rapidez em que medida tal declaração reflete a posição do Estado brasileiro sobre o assunto". Segundo as ONGs, a declaração da presidente, "ela mesma ex-presa política e vítima de tortura, é inadmissível sob qualquer circunstância, mas vem revestida de ainda maior gravidade porque ocorre num momento especialmente sensível. O País enfrenta hoje um debate acalorado sobre o estabelecimento da Comissão da Verdade, que conta com o apoio da presidente, para esclarecer crimes praticados durante a ditadura militar, incluindo o crime de tortura".

As ONGs afirmam que é "muito grave" que a autoridade máxima do País "se declare incapaz para coibir o crime de tortura nas delegacias", e pedem uma declaração explícita da presidente Dilma de que não tolerará a tortura e empenhará todos os esforços para combatê-la.

As organizações que assinam a nota de repúdio são: Associação dos Cristãos para Abolição da Tortura (Acat), Associação Brasileira Interdisciplinar de Aids (Abia), Centro de Direitos Humanos Dom Oscar Romero (CEDHOR), Conectas Direitos Humanos, Instituto Desenvolvimento e Direitos Humanos (IDDH), Instituto Terra, Trabalho e Cidadania (ITTC), Instituto Vladimir Herzog, Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc), Justiça Global e Pastoral Carcerária.

 

 



Dilma é criticada por declaração sobre delegacias
Fonte: O Estado de S. Paulo
12.04.2012


GUSTAVO CHACRA, CORRESPONDENTE / NOVA YORK - O Estado de S.Paulo

Entidades de defesa dos direitos humanos repudiaram a declaração da presidente Dilma Rousseff de que não pode fazer nada para impedir a tortura nas delegacias do Brasil.

"A declaração é inadmissível sob qualquer circunstância, mas vem revestida de ainda maior gravidade porque ocorre num momento especialmente sensível. O País enfrenta hoje um debate acalorado sobre o estabelecimento da Comissão da Verdade, que conta com o apoio da presidente, para esclarecer crimes praticados durante a ditadura militar, incluindo o crime de tortura", diz comunicado assinado por 11 entidades de defesa dos direitos humanos do Brasil.

Em palestra de Dilma na Universidade Harvard, nos EUA, anteontem, um estudante, Francisco Marquez, perguntou-lhe sua opinião sobre a prisioneira política venezuelana Maria Afiune. "Sempre defendo os direitos humanos. Agora, não vou responder a uma pergunta de que não sei todas as circunstâncias. Não posso ficar respondendo se não sei do que se trata, se não sei quem é. O Brasil tem um grande desrespeito pelos direitos humanos. Eu não tenho como impedir em todas as delegacias do Brasil de haver tortura. Sei do que acontece em Guantánamo", afirmou Dilma.

 


 

 



Entidades criticam declaração de Dilma sobre tortura em delegacias
Fonte: Folha On-Line - São Paulo
12.04.2012


Entidades de direitos humanos divulgaram nesta quarta-feira (11) nota de repúdio à declaração da presidente Dilma Rousseff sobre tortura em delegacias.

Ontem, durante sessão de perguntas feitas pela plateia na Universidade Harvard, nos Estados Unidos, Dilma disse que não tinha como "impedir em todas as delegacias do Brasil de haver tortura".

A nota, assinada por dez organizações, pede uma declaração explícita da presidente de que não tolerará a tortura e empenhará todos os esforços para combatê-la.

"A declaração de Dilma --ela mesma ex-presa política e vítima de tortura-- é inadmissível sob qualquer circunstância, mas vem revestida de ainda maior gravidade porque ocorre num momento especialmente sensível. O país enfrenta hoje um debate acalorado sobre o estabelecimento da Comissão da Verdade, que conta com o apoio da presidente, para esclarecer crimes praticados durante a ditadura militar, incluindo o crime de tortura."

As organizações dizem temer que a declaração da presidente seja interpretada pela sociedade e autoridades públicas brasileiras como um "aval e reconhecimento de impotência, incapacidade e rendição diante de uma das mais graves violações aos direitos humanos atualmente no Brasil".

"É muito grave que a autoridade máxima do país se declare incapaz para coibir o crime de tortura nas delegacias. E é ainda mais grave que tenha escolhido um momento de enorme visibilidade para fazer tal declaração", diz a nota.

 

 

 

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