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Quatro PMs são suspeitos de matar jovem de 16 anos em Guarulhos
Fonte: Folha de S. Paulo
17.04.2012

André Caramante

A Polícia Civil e o Ministério Público pediram à Justiça a decretação da prisão de quatro PMs investigados sob suspeita de matar um jovem de 16 anos.

Thiago Júnior da Silva, 16, sumiu após operação de PMs do 31º Batalhão em 17 de março, no Parque Santos Dumont, Guarulhos (Grande SP). O corpo do jovem só foi encontrado no dia seguinte por sua mãe.

Segundo os PMs Paulo Hernandes Bastos, Ednaldo Alves da Silva, Edilson Luís de Oliveira e Fábio Henrique da Silva, Thiago estava com outros três jovens e um deles teria atirado contra o carro da polícia. Uma testemunha, entretanto, diz que Thiago implorou aos policiais para não ser morto.

O tenente-coronel Antonio de Mello Belucci, comandante do 31º Batalhão, e os PMs investigados não foram localizados para comentar o caso.

Ontem, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) admitiu que o Estado tem responsabilidade na morte de outro jovem, Yago Batista de Souza, 17, e diz que irá indenizar sua família. Ele morreu após ser baleado no sábado por um PM em frente ao prédio onde vivia, em Itaquera.

 

 

PMs são suspeitos de matar jovem e esconder o corpo em matagal
Fonte: Folha On-Line
17.04.2012

André Caramante

A Polícia Civil de São Paulo e o Ministério Público Estadual pediram à Justiça a decretação da prisão de quatro PMs investigados sob suspeita de terem matado um jovem de 16 anos e escondido o corpo dele em um matagal.

Thiago Júnior da Silva, 16, sumiu após operação de PMs do 31º Batalhão em 17 de março, no Parque Santos Dumont, Guarulhos (Grande SP).

O corpo do jovem só foi encontrado no dia seguinte por sua mãe, Eliana Cristina da Silva, que começou as buscas após ser informada por amigos do filho sobre a possível violência por parte dos PMs.

Segundo os PMs Paulo Hernandes Bastos, Ednaldo Alves da Silva, Edilson Luís de Oliveira e Fábio Henrique da Silva, Thiago estava com um grupo de outros três jovens e um deles teria atirado contra o carro da PM.

Ainda de acordo com os policiais, dois desses jovens foram presos sob suspeita de tráfico de drogas e Thiago e o outro adolescente fugiram.

Uma testemunha ouvida pela polícia, entretanto, contestou a versão dos PMs. De acordo com essa testemunha, Thiago foi abordado pelos quatro policiais e implorou para não ser morto.

O tiro que matou Thiago, segundo a perícia, apresentava marca de "tatuagem", ou seja, foi disparado com a arma muito perto ou encostada em seu corpo.

O tenente-coronel Antonio de Mello Belucci, comandante do 31º Batalhão, e os quatro PMs investigados não foram localizados na noite de ontem para comentar o caso.

Ontem, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) admitiu que o Estado tem responsabilidade na morte de outro jovem, Yago Batista de Souza, 17, e diz que irá indenizar sua família. Ele morreu após ser baleado no sábado por um PM em frente ao prédio onde vivia, em Itaquera, zona leste paulistana. O policial, que foi preso, afirma que o tiro foi acidental.

 

 

 


Justiça decreta prisão de PMs suspeitos de matar jovem em SP
Fonte: Folha On-Line
20.04.2012

André Caramante

O juiz Leandro Jorge Bittencourt Cano, da Vara do Júri de Guarulhos (Grande São Paulo), determinou a prisão temporária (por 30 dias) de quatro PMs investigados pela Polícia Civil sob suspeita de ter matado um rapaz de 16 anos e escondido o corpo dele em um matagal.

PMs são suspeitos de matar jovem e esconder o corpo em matagal

Até o momento, o comando do 31º Batalhão da PM conseguiu localizar apenas o soldado Paulo Hernandes Bastos. A Corregedoria da Polícia Militar o prendeu ontem (18).

Os outros três PMs --Ednaldo Alves da Silva, Edilson Luís de Oliveira e Fábio Henrique da Silva-- são considerados foragidos da Justiça.

MATAGAL

Thiago Júnior da Silva, 16, sumiu após operação de PMs do 31º Batalhão em 17 de março de 2011, no Parque Santos Dumont, periferia de Guarulhos. O caso foi revelado anteontem pela Folha.

O corpo do jovem só foi encontrado no dia seguinte por sua mãe. Ele tinha uma marca de tiro com características de "tatuagem", ou seja, foi disparado à queima roupa.

À polícia, a mãe de Thiago disse que um dos quatro PMs suspeitos pela morte do jovem havia o ameaçado de morte 15 dias antes do crime.

Segundo os PMs Bastos, Ednaldo Silva, Edilson Oliveira e Fábio Silva, Thiago estava com outros três jovens e um deles teria atirado contra o carro da polícia e o policial Bastos disse ter dado apenas um tiro para o alto.

Uma testemunha, entretanto, diz que Thiago implorou aos policiais militares para não ser morto.

O tenente-coronel Antonio de Mello Belucci, comandante do 31º Batalhão, os PMs investigados e seus advogados de defesa não foram localizados para comentar o caso.

Ontem, o tenente-coronel Belucci impetrou um habeas corpus na Justiça com a finalidade de evitar as prisões dos quatro PMs.

Na segunda-feira, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) admitiu que o Estado tem responsabilidade na morte de outro jovem, Yago Batista de Souza, 17, e diz que irá indenizar sua família. Ele morreu após ser baleado no sábado por um PM em frente ao prédio onde vivia, em Itaquera.

 

 

 


Coronel pede liberdade para PMs acusados de matar jovem
Fonte: O Estado de S. Paulo
21.04.2012

William Cardoso

Quatro policiais militares acusados pelo Ministério Público Estadual de matar Thiago Júnior da Silva, de 16 anos, em 17 de março do ano passado, em Guarulhos, e presos provisoriamente ganharam a liberdade por causa de um pedido de habeas corpus inusitado. Quem pediu a soltura dos denunciados foi o tenente-coronel Antonio de Mello Belluci, responsável pelo 31.º BPM, onde todos trabalham. Especialistas dizem que é absurdo o comandante intervir no andamento do processo na esfera judicial.

Edilson Luiz de Oliveira, Ednaldo Alves da Silva, Fabio Henrique da Silva e Paulo Hernandez Bastos foram denunciados, acusados de matar o adolescente. Thiago sumiu durante uma operação policial no Parque Santos Dumont. O corpo foi encontrado um dia depois na mata, com marca de tiro à queima-roupa. Segundo testemunhas, ele implorou para não ser morto e foi ameaçado por um PM dias antes. Os policiais negam a acusação, dizem que houve troca de tiros e que o jovem e amigos dele fugiram para o matagal, onde dois foram presos com drogas.

Entre os argumentos para o pedido de habeas corpus, o tenente-coronel Belluci escreveu que o fato de seus comandados serem policiais e andarem armados pelo bairro não significa que eles vão ameaçar as testemunhas do processo.

Especialista em segurança pública, o coronel da reserva da PM José Vicente da Silva disse que nunca viu algo parecido em 49 anos de carreira militar. "No mínimo, ele deveria se abster. Passa a ser um caso de Justiça, não de administração policial. É uma atitude descabida, a partir do momento em que está na esfera do Poder Judiciário."

O promotor Marcelo Oliveira, responsável pelo caso, também se surpreendeu. "A postura ideal de um comandante de batalhão é ser isento, permitir que façamos o trabalho. Não consigo entender o que o faz se empenhar tanto."

Procurado, o oficial não se manifestou. Já a Polícia Militar disse apenas que o habeas corpus pode ser solicitado por qualquer cidadão. /COLABOROU MARCELO GODOY

 

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