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Cinco casos de PMs que forjaram troca de tiros para mascarar assassinatos
Fonte:
http://ponte.org/5-casos-de-pms-que-forjaram-troca-de-tiros-para-mascarar-assassinatos-contra-pessoas-rendidas-ou-desarmadas-2/
24.06.2015

Claudia Belfort

O teatro da troca de tiros entre policiais e suspeitos é prática institucionalizada na PM de São Paulo

Momento em que o PM atira nos homens já caídos. Um deles está com as mãos levantadas. Foto: reprodução TV

A naturalidade e destreza do policial militar Claudinei Francisco de Souza, 39 anos, do 12 BPM (Batalhão da Polícia Militar) demonstrou na tarde de terça-feira, 23/06, com transmissão ao vivo por duas emissoras de TV, ao atirar contra dois homens caídos, um deles com as mãos para cima e depois tentar forjar uma cena de troca de tiros não é um talento individual do PM. As mortes por autos de resistência são fato corriqueiro e bem conhecido pelos moradores das periferias de São Paulo. Por isso, o título do artigo de Bruno Paes Manso publicado nesta quarta-feira na Ponte não poderia ser mais preciso: Quem sabe forja ao vivo

A prática, que está institucionalizada dentro da Polícia Militar de São Paulo, vem sendo denunciada pela Ponte Jornalismo há quase um ano. Veja 5 casos comprovados em que policiais forjaram troca de tiros para mascarar as mortes cometidas por eles contra indivíduos rendidos ou desarmados.

1 PMs são presos por atirar e mentir sobre morte de jovem travesti em SP

 

Por André Caramante

Dois policiais militares foram presos sábado (20/06) pela Polícia Civil de São Paulo sob suspeita de participação na morte da travesti Laura de Vermont, 18 anos, cujo nome de registro é David Laurentino de Araújo. Os PMs Ailton de Jesus, 43 anos, e Diego Clemente Mendes, 22, são do 39º Batalhão, na zona leste de São Paulo, e foram presos em flagrante após mentirem para a Polícia Civil sobre um tiro disparado contra Laura.

2 Sargento confessa farsa na execução de pedreiro já rendido

 

Por André Caramante

PMs Marcos Akira Rodrigues Teixeira, 35 anos, e Djalma Aparecido do Nascimento Junior, 25, da Força Tática, do 2º Batalhão da PM e, segundo o próprio Akira, simularam um tiroteio contra o pedreiro Ribeiro, logo após ele ter sido baleado pelos dois PMs, isso quando já estava rendido.

3 Justiça manda prender 5 PMs por farsa na morte dos pichadores

 

Por André Caramante

O tenente Danilo Keity Matsuoka, sargento Amilcezar Silvar, cabos André de Figueiredo Pereira, Adilson Perez Segalla e Robson Oliva Costa foram levados para o Presídio Militar Romão Gomes, em SP, acusados de matar Ailton dos Santos e Alex Dalla Vechia. Na versão dos PMs da Força Tática do 21º Batalhão, os pichadores Vechia e Santos invadiram o edifício Windsor para roubar apartamentos. Quando foram surpreendidos pela polícia, os dois pichadores trocaram tiros com quatro policiais militares e, no revide, foram mortos. Depoimentos de dois dos PMs que estiveram no edifício naquela noite, ambos também do 21º Batalhão, desmontam a história dos PMs da Força Tática para as mortes. Segundo esses dois policiais, cujos nomes a Ponte mantém em sigilo por questões de segurança, Vechia e Santos foram dominados pelos PMs no 12º andar do Windsor.

4 PMs condenados por execução de dois jovens de 20 anos

 

Por Fausto Salvadori Filho

O sargento Marcelo Oliveira de Jesus, 43 anos e os soldados Cringer Ferreira Prota, 39, Denis da Costa Martinez, 38, e Raphael Arruda Bom, 31, foram condenados a 24 anos de reclusão pelas mortes de César Dias de Oliveira, e um amigo, Ricardo Tavares da Silva Ricardo, na 5ª Vara do Júri da Capital. Segundo os PMs, tanto César, que dirigia a moto, como Ricardo, na garupa, estavam armados e atiraram contra os PMs. César era operário numa indústria têxtil e Ricardo, repositor de supermercado. Nenhum tinha passagem pela polícia.

5 Júri condena ex-PMs por matar assaltante e vítima em 2004
 

Por William Cardoso

Os ex-policiais militares Nilton Silvano e Luis Henrique de Brito Domingos foram condenados, em agosto do ano passado, a 37 anos e 4 meses de reclusão por terem participado da execução de um assaltante e da própria vítima do roubo ao confundi-la com o ladrão, em 2004, na região de Sapopemba (zona leste de SP). Em 13 de setembro de 2004, o estudante de direito Nélio Nakamura Brandão e a mulher tiveram o carro roubado por Alexandre Roberto Azevedo Seabra da Cruz e um comparsa quando se preparavam para sair de casa. Imaginando que a filha estivesse dentro do veículo, Brandão pegou um revólver e saiu de moto atrás dos ladrões. Policiais militares foram avisados do crime e, segundo a acusação, mataram Brandão ao confundi-lo com os assaltantes. Cruz também foi executado. Ambos receberam três tiros. O caso chegou a ser arquivado pelo Ministério Público Estadual em 2005 e só foi reaberto após denúncia à Organização dos Estados Americanos (OEA). Um tenente que participou da ação mudou a versão apresentada inicialmente, de que houve troca de tiros com o ladrão e que Brandão já estava morto quand

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